sexta-feira, 14 de março de 2008

Marcos - O último homem em pé

POR EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online

O goleiro Marcos é de um tipo que não existe mais no futebol. Ou que talvez nunca tenha existido. O tipo honesto. Tão honesto que pode ser confundido com ingênuo. Isso para aqueles que consideram ingenuidade não tirar proveito de qualquer situação a qualquer custo.

O arqueiro palmeirense levou uma verdadeira "voadora" do atacante Malaquias, uma entrada com a sola da chuteira em sua barriga, no jogo contra o Bragantino. Logo em seguida, acabou agredindo o rival e sendo expulso. Mas quero ir por partes para destacar o que acho realmente relevante em todo o incidente.

O lance pode ser muito discutido (e, sim, ele já foi exaustivamente debatido), mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de Marcos ter permanecido em pé após o choque.

Pouco depois, nos programas de mesa redonda da vida, não foram poucos os que defenderam que o goleiro devia ter caído. De fato, se tivesse feito isso, Marcos por conseqüência não teria sido expulso, já que não chutaria o rival caído. E também não haveria o pênalti. E seria possível até o juiz ter dado falta para o Palmeiras e expulsado Malaquias.

Mas ir ao chão naquele momento implicaria uma coisa que parece bastante difícil para um jogador como Marcos: fingir. Ele poderia cair e rolar no chão por longos minutos, mas estaria simulando, apesar de realmente ter sido atingido em cheio pelas travas da chuteira do rival.

É a velha história da malandragem do futebol. Todo mundo tem que ser muito esperto e levar vantagem sobre os outros. Se não fizer isso é porque é ingênuo, porque não conhece o mundo do futebol.

Mas Marcos conhece muito bem o mundo do futebol. É campeão da Libertadores, campeão Mundial. E, além de ser um excelente goleiro, ele é também uma pessoa diferente.

Diferente, por exemplo, de outro grande goleiro brasileiro, Dida. Recentemente, o goleiro do Milan foi tocado (de leve, bem de leve) no rosto por um torcedor do Celtic, em jogo da Copa dos Campeões, e desabou no chão como se tivesse sido esmurrado pelo Maguila, não antes de ter tentado correr atrás do "agressor", o que tornou a cena ainda mais patética.

É claro que não dá para julgar o Dida por uma atitude como essa, impensada, no calor do jogo. Mas dá para perceber qual é o padrão de atitude da maior parte dos jogadores hoje em dia, em contraste com a postura do Marcos.

O fato de o palmeirense ter chutado Malaquias logo em seguida é condenável, mas é necessário ressaltar que não dá nem mesmo para definir o ato como um chute de fato. Foi mais um "empurrão com o pé". Mas isso não impediu Malaquias, este sim, de levar as mãos dramaticamente ao rosto, como se tivesse sido atingido ali pelo goleiro --o que claramente não aconteceu.

No dia seguinte, em diversas entrevistas, Marcos reconheceu o erro de ter "partido para cima" do atacante, admitiu que não devia ter feito aquilo. Mas negou tentativa de agressão. Mesmo assim, provavelmente será julgado pelo STJD. Malaquias, não. Nem pela agressão e nem pela simulação.

Talvez o honesto seja mesmo o ingênuo. Talvez Marcos seja o último homem em pé.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Os "Cabeças de Turco"

*** Texto publicado em maio de 1941 - por Adido Palestrino

Creio que daqui a cinquenta anos, quando, talvez, eu não exista mais, CONTINUANDO PORÉM A EXISTIR O PALESTRA - O PALESTRA CONTINUA, como diz o De Martino - o vezo que toma os palestrinos a cada derrota do seu quadro, também continuará, sem esperanças de desaparecer. É este, sem dúvida alguma, um vezo que nasceu com o Palestra e, logicamente, só poderia morrer com o Palestra, mas, o Palestra... não morrerá.

Na hora da desdita, o palestrino - triste e cabisbaixo, ou então, muito zangado - limita-se a criticar. Não sabe fazer outra coisa. Critica em primeiro lugar, a diretoria; critica, depois, os jogadores, critica o campo, os juízes, a Entidade diretora, tudo. Por fim, na ânsia desastrada de desabafar, acaba criticando a si mesmo, porque, sendo ele um sócio e um torcedor, ao mesmo tempo, criticando os palestrinos de todos os tipos, critica, logicamente, a si mesmo.

Que se há de fazer? - Nada. Moléstia sem cura.

Todos aqueles que porfiam, desde a sua fundação, nas hostes palestrinas conosco, devem estar lembrados, com certeza, de todas as crises e de todos os casos em que determinados jogadores, determinados diretores, tiveram que bancar, como soe dizer-se vulgarmente, os "CABEÇAS DE TURCO". Se não se encontra um culpado, um "BODE ESPIATÓRIO", não há sossego para o palestrino na hora da desgraça.

Eu me lembro perfeitamentede todos os jogadores palestrinos que passaram pela "GUILHOTINA" da bilis concentrada do "FAN" palestrino.

Quando o Palestra tornou-se um clube de peso, o jogador visado foi Ministro. No dia da derrota, a culpa recaia no Ministro, que não se interessara bastante no encontro, que matara o jogo de Caetano, que se demonstrara displicente com o resultado do encontro, e o resto. Isto, o que se diz hoje de um jogador "CABEÇA DE TURCO", dizia-se também naquela época de iniciação palestrina.

Depois de Ministro, foi o Heitor, o "ETTORE", lendário dos palestrinos, nas suas expansões delirantes. Houve um curto período também para Picagli, mas o caso Picagli foi de pouca duração.
Cada vez que o Heitor devia jogar contra o Paulistano era aquela incrivel "LADAINHA" de sempre: o homem contra os pupilos de Antonio Prado Junior, não sabia ou não queria jogar, não sabia chutar em gol, não queria ganhar o jogo.

Depois, veio a vez do Romeu. A cada derrota do Palestra, lá ia no embrulho do mais espalhafatoso desabafo hepático dos palestrinos, o nome do pobre Romeu, que até, as iras das Julietas palestrinas, tinha que suportar, com franciscana paciência.

Veio a vez de Jurandyr. E foi aquela tragédia que todos sabem.

No fim da série, está presentemente o Luizinho Mesquita. Nunca, na minha longa vida de cronista bisbilhoteiro esportivo, vi eu tanta paixão, em formas diversas, envolver um jogador como se dá com o "Caso" do Luizinho. Nenhum jogador, no Palestra, ou fora dele, teve o privilégio de açambarcar tanta defesa iperbólica e tanta censura ilimitada, como o Luizinho. Ou o Luizinho, no gênero futebolístico, é uma personalidade inconfundível, ou se trata de um episódio de loucura coletiva.

O Luizinho pode-se orgulhar de representar na história, longa e rica, de todos os episódios mais característicos do Palestra, o maior "CABEÇA DE TURCO" da sua produção futebolística.

Para mim, o fato não tem expressão individual. Cito-o apenas como exemplo. Porque estou convencido, ha muito tempo, que o palestrino em geral, salvo várias louváveis exceções, tem mais queda para destruir com insulsas criticas, do que construir com a sua colaboração sensata.

O ESTÁDIO... INACABÁVEL... E A PISCINA, QUE O DIGAM. Mesmo porque, destruir é mais fácil do que construir. E custa menos tempo, menos dinheiro e menos aborrecimento.

Paciência!

No entanto, não desanimemos.

Façamos como o De Martino, o velho De Martino, o eterno otimista de todos os tempos, sempre alegre e confiante que nunca, jamais desespera. A Piscina virá. O Palestra continua.

A Piscina... virá. O Palestra... continua.

Vincenzo Ragognetti - O Adido Palestrino

Retirado do MEMORIAL "WALTER PELLEGRINI"

FUTSAL VOLTANDO....

FUTSAL PAULISTA: PALMEIRAS ABRE PENEIRAS PARA MENORES


Palmeiras: Verdão abre peneiras para as categorias menores Após seis anos sem contar com a participação de categorias menores em campeonatos oficiais, o Palmeiras abre peneiras para todas as categorias de base:

29/01 - Categoria Sub-15 às 16:30hCategoria Sub-09 às 18:30h

30/01 - Categoria sub-17: 16:30hCategoria sub-11: 18:30h

31/01 - Categoria Sub-13: 17:30hLocal : S. E. Palmeiras - Rua Turiassú (portão principal)

Informações com Elber Nazário - 0xx11 - 9526 8984

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Palmeiras, o time do QUASE!

Por Lucas Savassi.


Quase...Ultimamente tem sido assim...Ontem, Luiz Henrique podia ter marcado 2 vezes, quando o jogo estava empatado, e teríamos vencido com certa tranquilidade, mas foi por pouco, foi QUASE gol... Infelizmente não conta...Não vou crucificar um jogador por ter perdido as chances da vitória, até porque nosso time não teve a vontade de vencer que vinha tendo nos últimos jogos, fator que, ao meu ver foi um dos proncipais motivos da derrota.
Agora, cabe sim crucificar a diretoria por não ter contratado sequer UM atacante competente o suficiente para assumir a nossa camisa 9 e fazer justiça à camisa que está vestindo, o manto mais poderoso do futebol brasileiro... Nem precisa de dizer que as indicações do Caio Jr não foram ruins, basta olhar pro Alecsandro no time das marias, pro Kleber nos sardinhas e por aí vai... Esse último, inclusive, teria inclusive um pré-contrato com o Palmeiras... Verbal, mas tinha... No entanto o desfecho foi: "QUASE veio pro Palmeiras e parou nos sardinhas".
Enfim, o principal é... Na junção de todos os QUASES, vimos que muita coisa passou perto, mas não foi concretizada... Pensando a curto prazo, espero que o Caio Jr passe a ser um pouco mais ofensivo, que ele consiga aprender com todas essas derrotas que escapam das nossas mãos tão frequentemente e que ele não permita que QUASE classifiquemos pra Libertadores... ESSA VAGA TEM QUE SER NOSSA!
Pensando um pouco mais à longo prazo, espero que a diretoria seja mais persuasiva na hora das contratações, e faça o necessário pra assegurar a contratação de ao menos um atacante de peso, além de outros reforços como 2 laterais decentes, pra possibilitar ao Caio Jr uma mínima possibilidade de vencer no ano que vem.
Fica aqui o meu apelo: Melhoramos muitas coisas com a entrada da nova diretoria, mas nosso time não pode continuar sendo QUASE campeão, sendo o time que QUASE faz as melhores contratações... Eu quero meu alvi-verde coberto de glórias, como sempre foi e como merece sempre estar!AVANTE VERDÃO! - Por um 2008 campeão!

PALMEIRAS - Opções para 2007 e 2008.

Por Gustavo Dalpino.



É realmente triste ver tanta divergência entre a torcida se o verdadeiro motivo pra essa instabilidade vem de tudo, menos de quem dedica seu tempo e dinheiro ao Palmeiras: nós mesmos.
O sucesso de um planejamento em longo prazo necessita de um bom técnico, de um elenco forte e estável. Muitos defendem o Caio Jr., simplesmente porque querem dar uma chance ao tal planejamento, associando o sucesso futuro a essa atitude. Eu ainda o acho muito limitado, e que ele conquistou o respeito dos jogadores mais pelo caráter do que pela competência.
Dando credibilidade pra quem ainda vê o nosso técnico com bons olhos, há uma coisa a se fazer que prove de uma vez por todas se ele é o cara certo pra levar o Palmeiras aos títulos.

2007

Não entendo o verdadeiro motivo de liberar o Amaral, jogador que publicamente foi apontado como merecedor de uma chance no time: pra manter um lateral em má fase e sem técnica alguma na reserva de um volante improvisado que possui como única jogada colocar ele mesmo pra correr.Como já deram descarga, a merda ta feita. Falando do que temos, eu acho que se deve tentar algo que todos pedem, e que ainda não fizemos. Vamos arriscar logo 2 meias e 2 atacantes! Pra isso, o Martinez precisa esquentar o banco, o que não deixa de ser feito por merecimento. Dois volantes de contenção, como Francis, Pierre e até mesmo o Wendell são necessários pra segurar a barra de ter 4 homens de frente ruins de marcação. Ele já fez isso utilizando o Martinez como meio termo (volante marcando e meia atacando), mas o Martinez não fez a parte que lhe cabia. Pega os dois zagueiros em melhor fase nos treinamentos, coloca o Leandro e faz o PS treinar até de madrugada pra ver se acorda e reaprende a jogar.
Que tal Valdivia, Caio e Edmundo alternando na armação de ataque e um atacante de ofício mais à frente (não me arrisco a chutar um...)?

2008

Considerando que tamanha instabilidade de resultados nos leve milagrosamente à Libertadores, precisaremos de bons reforços pra almejar alguma coisa.Manter o Valdivia é essencial, pois não temos como repor um talento como ele, sendo um dos poucos que pode desequilibrar a nosso favor.
Junior, lateral-esquerdo e terceiro reserva dos bambis, fica livre no final do ano. Preciso dizer mais alguma coisa?Não se deve medir esforços pra trazer um verdadeiro camisa 9, aquele que todo mundo sabe que resolve (eu teria apostado no Nilmar).Um lateral-direito decente, como Élder Granja, que mesmo improvisado se deu bem na posição. Seria um risco, mas não vejo opção melhor no momento. Portanto, fica em aberto pra sugestões, com a inevitável combinação de qualidade/viabilidade.
Se tivermos bons jogadores pra essas posições e trouxermos bons reforços pra compor as demais, teremos finalmente um time competitivo. Acosta está aí, baratinho e em ótima fase. Seria titular no Palmeiras com a mão nas costas, e começou a atraírem concorrentes. Se dormir no ponto de novo, todos já sabem o que irá acontecer. Opções não faltam. Basta ter vontade e contar com um bom patrocinador.
Eu vejo tudo isso como a única forma de testar o Caio Jr. definitivamente. Vamos dar um elenco de qualidade na mão dele e ver o que acontece! Como não temos um técnico disponível que seja incontestável (como Felipão e Luxa, que apesar das mancadas é mestre e isso não se discute), vamos deixar como está no banco e mexer no time!Claro que um elenco forte levaria quase todo o mérito, mas pelo menos isso vai abrir os olhos de quem ainda está cego pra coisas óbvias caso o time não ganhe nada, ou mostrar aos críticos (como eu) que os erros do Caio Jr. podem ser ofuscados pelo talento dos jogadores.